ANGOLA INAUGUROU PAVILHÃO FÍSICO NA BIENAL DE LUANDA

A República de Angola inaugurou formalmente ontem, segunda-feira,  29, o Pavilhão Físico de Angola na 2ªEdição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano de Cultura de Paz, no Arquivo Histórico Nacional de Angola, em Luanda.

O acto inaugural, presidido pela Secretária de Estado da Cultura, Maria Piedade de Jesus, marcou o terceiro dia de trabalhos da Bienal de Luanda, evento aberto pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, no último sábado.

“Trazemos aqui parte do que é importante na nossa cultura e património e esperamos que os nossos visitantes tenham uma melhor compreensão do que fazemos, enquanto Governo e País”, disse a Secretária de Estado da Cultura.

O Pavilhão de Angola compreende cinco partes fundamentais:  mensagem institucional do Governo sobre projectos emblemáticos  (projectos Kwenda, PAPE e Marisma), poemário do primeiro  Presidente de Angola, Agostinho Neto, mensagens sobre a valorização dos oceanos e a sustentabilidade, utensílios sobre o universo de pesca  artesanal, artes e cultura olhados sob o ponto de vista de três mulheres e entrevista a artistas plásticos angolanos.

Entretanto, além da inauguração do Pavilhão Físico de Angola (o país possui também o pavilhão virtual no site oficial do evento), o terceiro dia foi marcado com uma exposição de artesanato e pela realização de fóruns temáticos sobre “A Contribuição das Artes, da Cultura e do Património para uma paz sustentável”, no período da manhã, e “A

África e as suas diásporas face aos conflitos, crises e desigualdades”, no período da tarde. No conjunto dos dois temas, delegados ao evento, num universo de 160 participantes, foram expostos às preleções de mais de quarenta oradores, que apresentaram as suas comunicações à nível virtual, com reflexões sobre como apoiar os artistas africanos, bem como as indústrias culturais e criativas, para uma recuperação económica inclusiva e sustentável, contribuição das mulheres africanas para a paz e a segurança, descendentes africanos, diásporas e o futuro da

paz em África.

Essa preocupação é abrangente à luta contras as desigualdades sociais, xenofobia, estigmatização e discriminação, protecção e promoção do património cultural e natural africano, prevenção de

conflitos, redução de riscos e construção da paz através do património cultural intangível africano, reintegração da história, as artes e os valores culturais na educação para a promoção de uma nova

narrativa para África.

Entretanto, a exposição de artesanato esteve a cargo da Associação Apro-Arte, que existe desde o ano de 1996 e congrega 374 membros activos. A associação apresentou peças criativas de 14 dos seus membros. Do conjunto da obra apresentada, as peças “Mulher pensadora” e as bijuterias angolanas despertaram maior curiosidade entre os participantes.

Ao longo da tarde, ocorreu ainda a Sessão do Comité Científico que reflectiu sobre identidades, culturas e ciências africanas para uma Cultura de Paz.

A Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano de Cultura da Paz é uma co[1]organização do Governo de Angola, União Africana e Unesco.

O evento, além de contar com investimento público, tem, entre os patrocinadores as seguintes entidades: ENI, ZEE, banco BNI, TCUL, INTR (Instituto Nacional de Transportes Rodoviários), ARCCLA (Agência de Regulação e Certificação de Cargas e Logísticas de Angola), Porto do Soyo, Porto do Namibe e Porto de Luanda. A Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano de Cultura de Paz decorre sob o lema “Artes, Cultura e Património: alavancas para a construção da África que queremos”.

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