Discurso de Vincenzo Fazzino, Coordenador Internacional da Bienal de Luanda na UNESCO

Mr. Vincenzo Fazzino, Coordenador Internacional da Bienal  de Luanda na UNESCO

  • Excellence M. l’Ambassadeur Sita José, Coordinateur national de la Biennale de  Luanda
  • Mr. Calixte Aristide Mbari, Acting Director for Governance and Conflict Prevention at the Political Affairs, Peace and Security Department of the AU will represent H.E. the Commissioner Political Affairs, Peace and Security Department of the AU.
  •  Senhores representantes da Imprensa, caros jornalistas.

É para mim um prazer participar nesta conferência de imprensa, para apresentar a Bienal de  Luanda – “Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz” é uma iniciativa internacional  organizada conjuntamente pela UNESCO, União Africana (AU) e pelo governo de Angola. A  Bienal de 2021 realizar-se-á de 27 a 30 de novembro de 2021 e será organizada em formato  híbrido, misturando elementos presenciais e digitais.

O objetivo principal da Bienal é desenvolver o Movimento Pan-africano para uma Cultura de  paz e não violência. Movimento que foi lançado aqui em Luanda em 2013 durante o primeiro Fórum pan-africano sobre a cultura da paz “Fontes e recursos para uma Cultura da Paz”.

A Bienal de Luanda visa promover a prevenção da violência e da resolução de conflitos,  incentivando o intercâmbio cultural em África e o diálogo entre gerações. Como espaço de  reflexão e divulgação de obras artísticas, ideias e boas práticas relacionadas com a cultura  da paz, reúne representantes de governos, da sociedade civil, da comunidade artística e  científica e de organizações internacionais.

A primeira edição realizou-se em setembro de 2019 em Luanda. Reuniu 3 Chefes de Estado,  116 painelistas, 62 países participantes e 15.000 participantes, 200 artistas no Festival das  Culturas.

A edição de 2021 está em linha com o tema da União Africana 2021 “Artes, Cultura  e Património: Alavancas para a Edificação da África que queremos” e a  iniciativa ”Silenciar as Armas 2030″.

O programa de quatro dias será organizado em torno dos eixos seguintes:

  • Diálogo intergeracional de líderes e jovens
  • Fóruns temáticos e de melhores práticas
  • Aliança de Parceiros para uma Cultura de Paz em África
  • Festival das Culturas

Diálogo intergeracional de líderes e jovens

Mais de cem jovens líderes de toda a África e suas várias diásporas participarão na Bienal  de Luanda 2021 como parte do Diálogo Intergeracional. Estes jovens organizarão a sua  discussão com os Ministros responsáveis pela Juventude e Cultura e outros líderes  africanos no primeiro dia da Bienal, presencialmente e online em torno do tema central:

“Diversidade Cultural e Patrimonial da África e das suas Diásporas: uma Fonte de Conflito  ou um Terreno fértil para a Paz?”

Fóruns temáticos

  1. Contribuição das artes da cultura e do património para uma paz;
  2. Envolver os jovens como atores de transformações sociais para a prevenção de conflitos e desenvolvimento sustentável;
  3. África face a conflitos, crises e desigualdades;
  4. Aproveitando o potencial dos oceanos para o desenvolvimento sustentável e a paz.

Aliança de Parceiros para uma Cultura de Paz

A Bienal de Luanda pretende criar uma Aliança de parceiros empenhados que contribua para a promoção da cultura de paz em África em torno de uma causa comum: o futuro do continente africano. Concebida como o principal instrumento para criar uma parceria multi-stakeholder e intersectorial, a Aliança de Parceiros para uma Cultura de Paz apoiará o escalonamento de iniciativas emblemáticas que se revelaram bem-sucedidas a nível local ou sub-regional em África.

O lançamento da Aliança de Parceiros terá lugar no dia 30 de novembro, altura em que serão também apresentadas as iniciativas emblemáticas desenvolvidas ao longo dos Fóruns Temáticos e de Boas Práticas. Em última análise, na cerimónia de encerramento será adotada uma declaração conjunta e um roteiro sobre a implementação destas iniciativas emblemáticas.

Como parte do roteiro da Bienal, nos dias 1 e 2 de dezembro organizaremos 4 sessões de parceria para trabalhar concretamente com um conjunto de mas de 50 parceiros sobre as 4 iniciativas emblemáticas par o continente africano.

Os resultados da secunda edição

  • Um catálogo de boas práticas dos Fóruns Temáticos e de boas práticas
  • 4 iniciativas emblemáticas dos Fóruns Temáticos e Sessões de Boas Práticas e Parcerias
  • Um roteiro para a implementação destas iniciativas emblemáticas
  • Lançamento da Aliança de Parceiros para uma Cultura de Paz em África

Do caminho que percorremos juntos desde o ano 1989 quando o conceito de cultura de pazfoi criado na Costa de Marfim (Congresso “A paz na mente dos homens”) até 2021 (34 anosdepois), é de notar que se Yamoussoukro é o berço do conceito de cultura de paz para o mundo, Luanda é, para a África, o seu solo de nutrição, enraizamento e floração.

Por isso eu gostaria de agradecer particularmente o Executivo Angolano e o Presidente da República de Angola para esta contribuição imprescindível au futuro da paz no continente africano.

Muito obrigado,

Vincenzo FAZZINO

Coordenador internacional da Bienal de Luanda – UNESCO

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